quarta-feira, 13 de abril de 2011


Resposta à nota do deputado Jean Wyllys


Publicado em 13/04/2011 pelo(a) Wiki Repórter Jefferson Nóbrega, Brasília - DF
Jefferson Nóbrega

A liberdade de expressão é uma condição sine qua non para a existência da democracia. E o exercício desse direito vem acompanhado da responsabilidade sobre o que falamos e escrevemos.

Também, como bom “fundamentalista religioso” que sou – assim alguns me classificaram –, prezo acima de tudo pelos preceitos católicos. É um dos mandamentos mais conhecidos “não levantar falso testemunho”, e devemos lutar para não cometer tal erro. Mas, como seres humanos, nós estamos sujeitos ao pecado; e se assim cometemos tal falta, devemos prezar pelo preceito do “pedido de perdão” e no caso de uma ofensa pública, o melhor é que seja um pedido público.

Pensando em tudo isso, venho comentar sobre o artigo “Deputado Jean Wyllys promove censura na internet” e também sobre a resposta enviada pelo seu gabinete.

Acompanhei todo o fato sobre a possível censura em torno do perfil @crfvendramini através do Twitter. Coincidentemente depois que o Deputado informou que iria acionar seus advogados o perfil desapareceu. Como um rastro de pólvora a informação de que o usuário teria sido alvo de censura espalhou-se pela internet.

Não publiquei nada sobre o fato, até que vi a notícia no Centro de Mídia Independente, um dos sites mais esquerdista que conheço. Ao ver a notícia sendo disseminada até pela esquerda, enviei a matéria – que não é de minha autoria – ao JB-Brasil Wiki. E como é de conhecimento de todos o texto foi publicado.

A notícia acusava o deputado de “promover a censura na internet” e “declarar guerra aos cristãos”.

Digo que se à acusação de censura é falsa, eis aqui meu pedido público de desculpa por ter co-participação no caso.

Quanto à afirmação de que o deputado “declarou guerra aos cristãos”, tal acusação não é completamente errada. É claro que Jean Wyllys não deu uma declaração pública de guerra aos cristãos brasileiros. Mas, sua militância em prol do PL 122/2006 constitui em uma guerra velada contra a liberdade religiosa.

E isso pode ser notado com as recentes alterações anunciadas pela Senadora Marta Suplicy, onde informa que o PL 122/2006 não se aplicará as pregações feitas dentro dos templos religiosos. Enquanto os ativistas gays terão plena liberdade de pregar a favor da homossexualidade dentro e fora de seus grupos militantes, inclusive em escolas, TVs, rádios e outros lugares públicos. A Senadora garantiu ainda que a mídia religiosa não esteja incluída nas alterações, ou seja, portais católicos e evangélicos, sites de igrejas, pregações de pastores e padres publicadas em blogs ou páginas pessoais na internet, que discordarem do homossexualismo poderão responder processo por homofobia.

É esse tipo de liberdade de expressão defendida pelo Deputado?

Tomo como exemplo da liberdade que os militantes gays defendem uma mensagem publicada no “mural” do site do deputado Jean Wyllys:

Hélio Costa 10/04/2011 at 18:11
Caro, deputado Jean Wyllys, estamos triste com a decisão da senadora Marta Suplicy em alterar o PLC 122, permitindo a pregação anti-gay em igrejas e templos. Eu como militante LGBT em Rondônia, particularmente, não concordo, embora a senadora tenha boa intenção. E faço coro com o ativista Thonny Hawany, de Cacoal/RO que disse: “A inviolabilidade e liberdade de consciência e de crença não são maiores que o princípio da dignidade humana. Permitir que líderes religiosos continuem formando exércitos de homofóbicos é muito perigoso para todos os que sofrem os efeitos do preconceito. Não há negociatas quando a questão é preconceito. Preconceito de cor é crime hediondo. Crime contra a orientação sexual, não deve permitir licenças. Isso não está certo. Ninguém deve ter o direito de se posicionar contra alguém, quando esse posicionamento expressar um preconceito. Abaixo aos homofóbicos de plantão”.


É claro que a opinião não é do deputado, mas como é especificado na advertência no início da página, as publicações passam por mediação. Na resposta vinda do Gabinete do Wyllys, o Jornal do Brasil foi criticado por permitir que ocorresse a publicação do artigo que enviei, da mesma forma o comentário acima também passou pela permissão do site do deputado. E o militante é claro no que diz! Para os ativistas homossexuais é inadmissível que religiosos preguem contra o homossexualismo, mesmo DENTRO de seus templos.

Isso não é em tese, uma guerra contra os Cristãos? Ou por um acaso, acham que nós rasgaremos Rm 1, 26-27.32 que trata o homossexualismo com abominação? Diga o que faço com os versículos considerados “homofóbicos”?

Reitero o pedido público de perdão pela acusação de que o Deputado esteja promovendo a censura na internet. Mas, não vista a imagem de defensor da liberdade de expressão, enquanto o Projeto de Lei que para o senhor é prioridade, tem por objetivo calar nossas vozes

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