domingo, 17 de abril de 2011


Investigações de pedofilia na web triplicam na região

Polícia se reforça com tecnologia para fechar o cerco contra a pornografia infantil na internet

Wesley Alcântara

17/04/2011
O número de inquéritos da Polícia Federal para investigar casos de pornografia infantil na internet quase triplicou na região. Em 2009, foram instaurados apenas nove procedimentos, mas esse número saltou para 26 no ano passado.
No total, seis pessoas foram presas na região por trocar fotos ou vídeos de menores sem roupa ou mantendo relações sexuais com adultos pelo MSN, Orkut e pelo eMule, programa de compartilhamento de arquivos.
O delegado federal em Ribeirão, Daniel Vizicato, afirma que o aumento no número de inquéritos reflete fiscalização maior por parte da PF, conscientização da população em denunciar os casos suspeitos, e o crescente acesso de adolescentes na internet.
"Estamos fechando o cerco contra a pornografia infantil, porque é um crime que não podemos tolerar", disse Vizicato.
Um acordo assinado entre PF, MPF (Ministério Público Federal) e a ONG Safernet Brasil, entidade que atua na proteção dos direitos humanos, fortaleceu as investigações em todo o País. O próprio Orkut passou a rastrear, retirar do ar e enviar para os órgãos os conteúdos de pornografia infantil.
A própria PF desenvolveu tecnologias próprias que auxiliam nas investigações.
"As pessoas fazem na internet o que, às vezes, não fariam na vida real. E, ao fazer isso, cometem um outro crime. A pornografia é o primeiro passo para a pedofilia", afirma o delegado.
Pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), quem vender ou expor à venda fotografia ou vídeo contendo cenas de sexo explícito com menores pode pegar de quatro a oito anos de prisão mais pagamento de multa. Aquele que disponibiliza na internet ou em qualquer outro meio de comunicação as imagens, pode pegar de três a seis anos de detenção e multa.
Para especialistas ouvidos pelo A Cidade, menores vítimas de pornografia podem sofrer diversos problemas psicológicos.
Já a ONG Família Viva, de São Paulo, orienta os pais a definirem limites e controlar o acesso a sites com conteúdo impróprio. O computador deve ficar em local comum a todos na casa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário