quarta-feira, 13 de abril de 2011

Especialista fala sobre o tratamento de incontinência fecal


A incontinência fecal é tabu, mas não há como negar: é uma condição de muitos homens e mulheres, especialmente após os 65 anos. “A perda involuntária das fezes afeta a qualidade de vida do paciente, que muitas vezes demora a buscar assistência”, afirma Dra. Andrea Camargo, da Clínica Saúde Ativa – em Brasília.

A fisioterapeuta especializada na área uroginecológica explica que o ânus tem um esfíncter interno e outro externo, ambos fundamentais para a contenção das fezes: “Tratam-se de músculos formados por fibras circulares concêntricas, dispostas em forma de anel, que controlam o grau de amplitude de um determinado orifício”. Diversos são os fatores que podem desencadear a disfunção, entre eles destacam-se enfermidades localizadas na região anal, traumas e cirurgias. “Pode ainda suceder outras doenças, como derrame (AVC), acidente vascular encefálico (AVE), diabetes e esclerose múltipla, assim como resultar do próprio envelhecimento”, comenta.

Outra causa pouco abordada é a atividade sexual anal. Dra. Andrea revela que, com o tempo, é possível ocorrer desgaste nas paredes do esfíncter. Caso não seja tratado, o quadro pode provocar o prolapso retal – a protusão de todas as camadas retais através do canal anal que permite a exteriorização do ânus. “Não se trata aqui de contra-indicação do sexo anal, mas de um alerta diante de sintomas”.

EFICÁCIA - O tratamento pode ser clínico – através da correção do tipo de evacuação, obtida com dieta e medicamentos específicos, cirúrgico e com fisioterapia especializada. Esse último tem demonstrado importante eficácia, graças aos avanços científicos. Os métodos mais utilizados são o de Biofeedback com EMG. A técnica utiliza diversos equipamentos com a finalidade de melhorar a função fisiológica, usando sinais provenientes da atividade neuromuscular apresentados de forma visual e auditiva. O procedimento prevê o uso de uma sonda introduzida no ânus com o objetivo de levar impulsos elétricos ao cérebro que, por sua vez, retorna os impulsos à região anal proporcionando a reeducação.

“O primeiro passo é o diagnóstico preciso e precoce do distúrbio, realizado por um médico. Com tantas opções, as pessoas precisam se conscientizar que o tratamento é essencial para o bem-estar integral e evita, entre outras consequências, o isolamento e até mesmo quadros de depressão”, conclui a fisioterapeuta.
fonte-paranashop.com.br/

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