quarta-feira, 13 de abril de 2011


Corpo de atirador de Realengo está há 120 horas no IML

12/4/2011 13:17,  Redação, com agências - do Rio de Janeiro
O corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira, que entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira e matou 12 crianças e adolescentes, continua no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. O corpo foi encaminhado ao IML há 120 horas, depois de ser retirado, na tarde de quinta-feira, da escola, onde morreu.
Nenhum parente compareceu ao IML para fazer a identificação do corpo e liberá-lo para o enterro. Caso ninguém libere o corpo nos próximos dez dias, Wellington será enterrado como indigente.
A Polícia Federal decidiu entrar nas investigações sobre o ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Os agentes querem saber se Wellington Menezes de Oliveira teve ajuda de alguém para planejar o crime, que matou 12 crianças.
Vítimas
Continuam em estado grave dois dos seis estudantes internados após o ataque à escola na últma quinta-feira. Os outros quatros alunos se recuperam bem. As informações são do último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec). Não há previsão de alta para nenhum dos seis.
O menino de 13 anos internado no CTI do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, permanece sedado, respirando com o auxílio de aparelhos no pós-operatório da neurocirurgia. O outro estudante em estado grave é o aluno de 14 anos que está no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste.
O diretor da Escola Municipal Tasso da Silveira, Luis Marduk, disse que, as duas salas onde, o atirador Wellington Menezes de Oliveira fez disparos contra os alunos não serão mais destinadas às aulas. Segundo o diretor, os espaços serão transformados em biblioteca digital e sala multiuso.
Ainda de acordo com Marduk, as reformas são tentativas de apagar um pouco da cabeça dos estudantes as cenas do massacre e de evitar que eles deixem a escola. Até o momento, foram feitos apenas dez pedidos de transferência.
– Acredito que, se eles ficarem aqui e vencerem o medo, vão afastar o fantasma. Se, neste momento, eles se esconderem em outra escola, vão ficar com essa coisa na cabeça. Temos que ficar aqui dentro e vencer esse terror. Tem que viver essa dor até o final e reconquistar o espaço, que é nosso –, afirmou Marduk.
Ele afirmou que ainda não há prazo para a volta às aulas.
– Não tem nenhuma previsão de reinício de aulas. Na semana que vem, a escola será reaberta à comunidade, aos alunos e responsáveis. Estamos programando atividades de arte e, na segunda-feira,haverá um grande evento com a participação de artistas, para que eles motivem o retorno dos alunos à escola.
Para Marduk, a entrada de Wellington na escola não pode ser considerada uma falha do funcionário que estava encarregado do portão.
– O assassino teria acesso à Câmara dos Deputados. Ele veio premeditado. Se houvesse um policial militar na porta, ele entraria –, afirmou

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